Texto publicado originalmente por Luiz Beltramin na página JCnet, em 11/04/2010
SÍMBOLO DE TODAS as frustrações humanas condensadas em apenas um personagem, o cabeçudo Charlie Brown, dono do cachorro Snoopy, do desenho animado de Charles Schulz, é a maior vítima das contrariedades da vida. Este é apenas um dos bons exemplos que serve como objeto, entre tantos, para a discussão da relação fundamental entre as contrariedades e o crescimento pessoal.
QUEM NÃO ASSISTIU ao menos um episódio, ou acompanhou o roteiro nos quadrinhos, sabe que o garoto é um fiasco em todos os esportes e brincadeiras (venceu apenas uma partida de beisebol em toda história do desenho), ao ponto de ser o único a não conseguir fazer voar uma pipa. Num campeonato de soletrar, na palavra mais fácil, ele errou. A única corrida que venceu, não levou o prêmio prometido - duas entradas para o boliche -, foi obrigado a se contentar com um corte de cabelo, mesmo sendo careca. Sonhador, "Minduim", como é chamado pelos amigos, tenta de tudo, mas nada dá certo. Seu grande e platônico amor, a “Garotinha Ruiva”, ignora sua existência. Impopular na escola, ele foi o único a não receber sequer um cartão na brincadeira do Dia dos Namorados. Diante de tanta negação
DIANTE DE TANTA negação na infância, nosso amigo Charlie Brown teria todos os atributos para se tornar um adulto melancólico e carregado de derrotismo, correto? Não é bem assim. Respostas negativas nem sempre servem para arrasar uma pessoa por toda a eternidade. Muito pelo contrário. O “não”, atestam psicólogos e educadores, é importante aliado para o crescimento pessoal, com desenvolvimento do caráter e, principalmente, jogo de cintura necessário para enfrentar as reviravoltas e frustrações que naturalmente fazem parte da própria vida. Esses reflexos positivos da negação são abordados pela psicóloga curitibana Mariliz Vargas no livro “A Sabedoria do Não” (editora Rosea Nigra, 132 páginas), que dá à contrariedade, principalmente na infância, status de essencial agente de evolução.
domingo, 11 de abril de 2010
‘Não’ é Essencial Para Encarar a Vida
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Snoopy é eleito o cão mais famoso da cultura pop
[Matéria publicada no Correio da Bahia em 22/12/2009. Clique AQUI para visitá-la]
SNOOPY, O CACHORRO dos quadrinhos de Charlie Brown, foi eleito nesta terça-feira (22) como o cachorro mais conhecido da cultura pop dos EUA, pelo Clube Canino do país. A eleição fez parte da comemoração do aniversário de 125 anos do Clube.
O MELHOR AMIGO de Charlie Brown e de Woodstock é uma cachorro pensativo e esperto. Criado por Charles Schulz, Snoopy já aparece em 2.600 jornais em 21 línguas.
Confira os dez mais votados:
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Peanuts Completo é lançado no Brasil
[Notícia originalmente publicada por Gabriel Rocha no ClicRBS em 03/11/2009. Clique AQUI para ir à matéria original]

A EDITORA L&PM LANÇA neste mês no Brasil o primeiro volume de Peanuts Completo. A ambiciosa obra pretende reunir todas as tiras de Charlie Brown, Snoopy & Cia, produzidas por mais de 50 anos pelo cartunista Charles M. Schulz (1922-2000).
O PRIMEIRO VOLUME traz tiras publicadas entre 1950 e 1952. O projeto segue os moldes da edição americana, editada pela Fantagraphics. Lá fora, as obras começaram a ser publicadas em 2004, com previsão de publicação de 25 volumes.
ESTA É UMA GRANDE oportunidade tanto pra quem já é fã quanto pra quem quer conhecer melhor as tiras melancólicas de Schulz, que vão muito além do universo infantil.
NO UNIVERSO DE Peanuts, ser criança também é ter que lidar com frustrações, decepções, neuroses e angústias. Não é à toa que um jornal americano chegou a definir o protagonista Charlie Brown como "Sísifo em uma camisa listrada".
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Peanuts Completo
JÁ ESTÁ À VENDA pela L&PM a primeira edição da coleção definitiva de Peanuts: PEANUTS COMPLETO. Acesse já o site da editora AQUI. O primeiro volume traz tiras publicadas entre 1950 e 1952. O projeto segue os moldes da edição americana, editada pela Fantagraphics. Lá fora, as obras começaram a ser publicadas em 2004, com previsão de publicação de 25 volumes.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Os Mistérios de Charlie Brown
Texto publicado em 28/09/1999 no especial “2000” (edição 17, pg. 24) do Diário de Pernambuco.

Acima, a primeira tira de Charlie Brown, de 2 de outubro de 1950: apesar do traço pobre, o personagem fracassado foi um sucesso.
“FELICIDADE JAMAIS CRIOU humor. Não há nada engraçado em ser feliz”, disse certa vez, tentando explicar o sucesso, o desenhista nascido em Minneapolis e transformado em celebridade por Charlie Brown, Lucy, Linus Schroeder e o beagle Snoopy. A série deveria ter se chamado “Li’l Folks” (algo como Gente Pequena), mas o poderoso sindicato United Features, ao fechar com Schulz um contrato de distribuição, impôs o título “Peanuts”, inspirado num programa de sucesso da TV.
QUANDO OS PERSONAGENS de “Peanuts” foram escolhidos como símbolo da expedição espacial Apollo X, no fim dos anos 60, já estavam presentes em peças publicitárias, desenhos animados e toda espécie imaginável de produto de consumo. No início dos anos 90, as tiras eram reproduzidas em mais de dois mil jornais pelo mundo – uma penetração comparável à dos personagens de Walt Disney.
ALGUNS CRÍTICOS ACUSAM Charlie Brown e seus amigos de serem falsas crianças, na verdade adultos em miniatura, com preocupações e tiradas que não pertencem ao mundo infanil. Faz sentido, mas não consta que Schulz, a essa altura milionário, esteja muito magoado com tais observações. Trafegando entre o melancólico, o lírico, o filosófico e o irônico, o tom das tiras de Charlie Brown é o de uma reflexão poética sobre a vida, com seus sonhos sempre mais ambiciosos do que nossa capacidade de realizá-los.
UMA HISTÓRIA REAL ilustra bem a cabeça de Schulz. Charlie Brown tenta permanentemente organizar com sua turma um time de beisebol que conduza ao destino de treinador campeão. Seu time perdeu, certa vez, de 40 a 0, placar que deixou indignados muitos leitores americanos, fanáticos pelo esporte. Uma enxurrada de cartas endereçadas a Charles Schulz argumentava que um placar como esse era impossível. O autor respondeu que, lamentavelmente, seu próprio time, no ginásio, fora derrotado por essa contagem. E aproveitou para declarar à maneira de Gustave Flaubert sobre “Madame Bovary” que Charlie Brown era ele mesmo. Ou seja: um adulto.
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Giuseppe Menezes
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
The Complete Peanuts no Brasil
[Notícia originalmente publicada por Érico Assis no Site Omelete em 31/07/2009. Clique AQUI para ir à matéria original]
LÁ FORA, AS EDIÇÕES de luxo saem em papel especial e capa dura, com um projeto gráfico criado pelo cartunista Seth e posfácios de críticos, biógrafos e apreciadores da obra de Schulz.
EM ENTREVISTA POR telefone, a assessoria de imprensa da L&PM confirmou ao Omelete que a única coisa que deve mudar na edição brasileira é a capa dura - aqui o material sairá em brochura. O formato informado pela editora brasileira, 23x16cm, é o mesmo do original.
A L&PM JÁ PUBLICOU várias coletâneas de tiras dos Peanuts - aqui mais conhecidos como Snoopy e seus Amigos - no formato pocket, fora de ordem cronológica. A nova coleção deve seguir outro padrão gráfico, similar ao do recente Garfield: 2582 Tiras.
O PROJETO THE COMPLETE Peanuts ainda não chegou nem à metade lá fora, onde são lançados a cada seis meses. O último, com as tiras de 1971-1972, saiu em abril.
A L&PM AINDA NÃO tem data certa para publicar o primeiro volume, com as tiras de 1950-1951. Mas garante que será este ano.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Snoopy Comemora Seis Décadas de Sucesso
[Matéria escrita por Paula Sato para o site Abril.com em 01/10/200. Clique AQUI para visitá-la]
A PARTIR DO DIA 2 de outubro, começa o ano de comemorações pelos 60 anos da tirinha "Peanuts". Nos Estados Unidos, haverá o lançamento de novos produtos de merchandising, campanhas publicitárias e uma logomarca comemorativa. No Brasil, haverá o lançamento, em novembro, da versão em português do livro "Complete Peanuts", que traz todas as tirinhas da série em ordem cronológica. Além disso, em dezembro, chega às lojas um box de DVDs com o desenho animado do Snoopy remasterizado. Os títulos que serão lançados ainda não foram confirmados.
ATÉ A MORTE DE SCHULZ, em 2000, foram produzidas 17.897 tirinhas "Peanuts", que foram traduzidas em 21 línguas e publicadas em mais de 2600 jornais de todo o mundo. Os quadrinhos de Charlie Brown estão entre os mais influentes e admirados do mundo, com suas histórias que falam de coisas simples da vida, mas de maneira crítica e bem-humorada. Em 1965, os personagens ganharam a capa da revista "Time", mais importante publicação semanal dos Estados Unidos. Em 1968, a NASA criou o Silver Snoopy Award, uma condecoração dada a empregados da companhia e que traz o desenho do personagem.
EM 1999, CHARLES M. Schulz foi diagnosticado com câncer. Por causa da quimioterapia, o autor anunciou que não estava mais em condições de continuar trabalhando e que iria se aposentar. A última tirinha de "Peanuts" foi publicada em 3 de janeiro de 2000. Schulz faleceu um mês depois, em 12 de fevereiro.
sábado, 27 de junho de 2009
Snoopy torna-se um sexagenário neste ano
CHARLIE BROWN ESTÁ deprimido, naquela clássica posição em que segura sua própria cabeça com as mãos. Seu melhor amigo, Linus, não se aguenta e ataca: "Acho que você tem medo de ser feliz, Charlie Brown. Você não acha que a felicidade seria uma coisa boa para você?" Sem se abalar, Brown responde: "Não sei...Quais são os efeitos colaterais?" Por mais improvável que pareça, a tristeza de Charlie não envelheceu.
NO PRÓXIMO MÊS DE outubro, a relação entre o cãozinho Beagle mais carismático do mundo e seu dono romântico e inseguro vai completar 60 anos. Snoopy, Charlie Brown, Sally, Linus, Lucy, Schroeder e outras criações de Charles M. Schulz serão figurinhas constantes pelo noticiário do mundo. Já fazem parte do calendário de comemorações o lançamento de livros, filmes, peças de teatro, exposições, promoções e uma série de outros produtos - até a inauguração de uma padaria em homenagem à turma de Snoopy vem sendo cogitada.
MESMO COM ZERO DE violência, superpoderes ou outros badulaques para fisgar a garotada, os Peanuts, como são conhecidos os personagens de Schulz, continuam na moda. Trata-se de um sucesso sustentado pelo carisma dos personagens e em doses de filosofia e humanismo. O azar de Charlie Brown, o cobertorzinho do Linus e o mau humor de Lucy se tornaram referências do mundo pop.
SEGUNDO ESTIMATIVAS da United Media (empresa responsável pelo licenciamento da marca), as tirinhas do Snoopy são publicadas em mais de dois mil jornais em 75 país (em São Paulo, o Snoopy está no Jornal da Tarde e no Estadão) e possuem, em média, 330 milhões de leitores diários. Só no Brasil, são 20 marcas licenciadas, que vão de sutiã a óculos de sol, e cerca mil itens com a carinha de um dos personagens de Schulz. A marca fatura no País cerca de US$ 60 milhões.
"SNOOPY E SUA TURMA são figuras universais, com valores que não envelhecem. Por isso, fazem tanto sucesso", fala a vice-presidente da United Media, Shawn Lawson. "O gosto pelos Peanuts passa de mãe para filho e sempre se renova", completa o diretor internacional de marcas da United, Jason Bannon.
NAS LIVRARIAS, O ANO Peanuts deve começar com o lançamento de uma antologia com todas as tirinhas do Snoopy, quase 200 mil. E a Warner irá remasterizar os desenhos para lançar em DVD. Na TV, os direitos de exibição dos desenhos do Snoopy foram comprados pela Record.
A EMPRESA RESPONSÁVEL pela marca também está tentando trazer para o Brasil uma exposição itinerante do Museu e Centro de Pesquisas Charles M. Schulz ,sediado em Santa Rosa, na Califórnia. A ideia é levar a história e a obra de Schulz para um centro cultural ou um shopping importante de São Paulo.
OS RESPONSÁVEIS pelo Snoopy procuram também por parceiros para inaugurar uma padaria e um café do Snoopy na cidade. Nos países asiáticos, a franquia é um sucesso. É possível comer um croissant ou uma rosquinha com a marca Charlie Brown em locais como a Indonésia e a China. "Nós podemos adaptar essa franquia (a padaria e o café) à realidade de cada país. Não somos como o Mc Donald’s", explica Shawn.
AS COMEMORAÇÕES devem terminar apenas em março do ano que vem, com a montagem da versão brasileira do espetáculo "You’re a Good Man, Charlie Brown", que deve ser traduzido no Brasil para Você é um bom amigo, Charlie Brown.
domingo, 21 de junho de 2009
Sorvete Peanuts
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Concorra a um Snoopy de pelúcia
sábado, 31 de janeiro de 2009
Museu do Snoopy terá mostra sobre a Apollo 10
Notícia publicada em O Pantaneiro no dia 07/01/2009
O MUSEU CHARLES M. Schulz (nome do criador do Snoopy), em Santa Rosa, na Califórnia, comemora neste semestre o 40º aniversário da missão Apollo 10, da Nasa, com uma mostra sobre a conexão entre o personagens e os astronautas da agência norte-americana.
O QUE AMBOS TÊM em comum? É que a missão, realizada em maio de 1969, tinha como objetivo sobrevoar a superfície do satélite natural da Terra, farejando ("snooping", em inglês) a área em que a Apollo 11 faria seu pouso histórico na Lua, dois meses depois. Por isso, a tripulação chamava o módulo lunar de "Snoopy". O módulo de comando, naturalmente, foi batizado de Charlie Brown.
TODOS GANHARAM com a brincadeira. Os astronautas da Apollo 10 colaram desenhos do famoso beagle em toda a nave e o fato rendeu uma porção de tiras de Schultz sobre o "astronauta" Snoopy.
A EXPOSIÇÃO SERÁ inaugurada no dia 31 de janeiro, com a presença dos homens que fizeram parte da missão, além da secretária da Nasa que foi fotografada ao levar um enorme Snoopy de pelúcia para se despedir dos astronautas.




























